A regi�o hoje conhecida como Cuiab�, foi elevada � categoria de cidade no ano de 1818. Por possuir riquezas minerais, suscitou o interesse de portugueses, que aqui chegaram no per�odo de 1673 a 1680. Em 1719 Pascoal Moreira Cabral Leme, adentrou o Rio Coxip�-Mirim, e no local denominado Forquilha fez o seu acampamento. Nesse local, a 8 de abril, lavrou-se o termo de funda��o do arraial. A mudan�a de Cuiab� para o s�tio atual se deve ao sorocabano Miguel Sutil de Oliveira e outros, que chegaram at� � embocadura do c�rrego "Prainha" onde, guiados pelos abor�gines, encontraram maior abund�ncia do precioso metal. No ano de 1723, nas proximidades do c�rrego, foi constru�da a Igreja Matriz, dedicada ao Senhor Bom Jesus de Cuiab�. Pr�ximo �s minas, os escravos constru�ram uma capela dedicada a S�o Benedito. As minas e a Igreja Matriz foram importantes focos de atra��o do povoamento da cidade no sentido Leste-Oeste. Assim orientadas, foram surgindo ruas paralelas ao c�rrego da Prainha, aproveitando as curvas de n�vel do terreno, e nelas levantadas as primeiras habita��es que consolidariam o espa�o urbano de Cuiab�. O Largo, que existia na parte lateral da Igreja Matriz, passou a ser chamado Largo do Pal�cio Provincial, ap�s a constru��o do edif�cio-sede do governo. Com desenhos definidos, as pra�as passaram a constituir pontos de atra��o, amarrando novas vias paralelas e transversais. A mancha urbana desenvolveu-se entre o Largo da Mandioca e os Largos do Pal�cio Provincial e da Matriz. O movimento urban�stico decorrente da transfer�ncia da capital para Cuiab� contribuiu para que, no in�cio do s�culo XX, a cidade come�asse a ganhar as caracter�sticas de metr�pole que tem hoje. Na segunda metade do s�culo XIX, a Guerra do Paraguai repercutiu no desenho da cidade. No Porto Geral, �s margens do Cuiab�, assentou-se o acampamento militar Couto Magalh�es, dando origem � forma��o de um bairro popular que atingiria grande densidade populacional na primeira metade do s�culo XX, mais tarde a cidade de V�rzea Grande. Nessa fase o crescimento urbano permeava os dois polos de atra��o nucleados anteriormente: o das minas do Ros�rio e o do Porto Geral. O crescimento deu-se do Ros�rio em dire��o ao Porto, seguindo duas vias de liga��o: uma pela margem direita do Prainha, continuando a Rua Bella do Juiz; outra pela margem esquerda, a partir da Santa Casa, rua por onde caminhavam os pescadores, posteriormente chamada Rua Nova. Hoje se chama Rua D. Aquino. A constru��o do Arsenal de Guerra, do Quartel da Legi�o da 1.� Linha, do Laborat�rio Pirot�cnico e da Cadeia P�blica, nas proximidades do Porto Geral, ensejaria o ordenamento de importantes vias p�blicas, como a 13 de Junho e a 15 de Novembro. Por�m, o tecido urbano apresentava muitos cortes, pois n�o se fez cont�nua e uniformemente: grandes lacunas espa�avam os pequenos aglomerados de casas que esbo�avam as novas vias. Em 1858 foi fundado o Semin�rio da Concei��o na colina do Bom Despacho, e em 1871 foi constru�do um chafariz no Largo da Concei��o, ao p� do morro posteriormente denominado Dom Bosco. V�rias moradias constru�ram-se no Largo da Concei��o e arredores, morro acima na dire��o da Santa Casa de Miseric�rdia ? come�ava o Mund�u. No final do s�culo XIX, com a expans�o da atividade extrativista e da produ��o agroindustrial, consolidou-se a mancha urbana do Porto Geral. Teve in�cio tamb�m a integra��o da pequena localidade do Coxip� � malha urbana da cidade. O Coxip� veio a se firmar definitivamente como aglomerado urbano ap�s a abertura da estrada para Campo Grande nos anos de 1940. A cidade no decorrer de sua hist�ria vem sofrendo profundas transforma��es no seu espa�o urbano, observa-se que o centro comercial de Cuiab� sofreu altera��o no que diz respeito ao desenho arquitet�nico de suas constru��es, perdendo suas caracter�sticas originais, dando lugar a estilos mais modernos de constru��es. Na atualidade, j� se viabilizam novos projetos urban�sticos de recupera��o do centro hist�rico, inclusive alguns mun�cipes, que possuem im�veis no centro da capital, j� iniciaram a recupera��o de casar�es antigos, avivando a mem�ria cuiabana. Com o crescimento e desenvolvimento urbano do munic�pio novas necessidades surgiram, alterando o desenho urban�stico do centro da cidade, e novos bairros foram criados a partir de invas�es de �reas pr�ximas ao Centro Pol�tico Administrativo e em dire��o a regi�o nordeste do munic�pio. Com a cria��o do Parque M�e Bonif�cia, houve uma grande valoriza��o das �reas em seu entorno, que vem provocando modifica��es nas constru��es que hoje privilegia o processo de verticaliza��o. Por outro lado o crescimento horizontal da cidade � observado na periferia da cidade, com o surgimento de novos bairros de alta densidade populacional, sem infraestrutura, composta na sua grande maioria por migrantes de baixa renda, a exemplo do bairro Altos da Gl�ria que se constitui como uma t�pica favela. No s�culo XXI a cidade de Cuiab� sofreu uma das maiores interfer�ncias em sua estrutura urban�stica em virtude da participa��o da cidade como uma das sedes da copa do mundo de futebol. A cidade nos �ltimos trinta anos nunca teve uma interfer�ncia t�o grande em seu espa�o, v�rias trincheiras, viadutos, o est�dio, pr�dios, pontes, novas avenidas, trilhos para o VLT, obras estas que deveriam melhorar a mobilidade urbana e que preparariam a cidade para um evento internacional. Tudo isso provocou profundas mudan�as na paisagem da cidade. No entanto, muitas destas obras ainda n�o foram conclu�das, outras mal projetadas que ao contr�rio do que se esperava vem causando s�rios transtornos para a popula��o local. Com a falta de estudo adequado de drenagem, m� condu��o no processo da negocia��o das indeniza��es com os moradores, material inadequado utilizado nas obras e desvios de recursos as obras est�o inacabadas, e a cidade com ar de abandono e sem administra��o. Cuiab� que deveria entrar no s�culo XXI com obras que a tornariam grande at� o presente momento vem tirando o orgulho daquele que habita a cidade verde. Como se observa Cuiab� � uma cidade grande, com in�meros edif�cios, �reas inteiras verticalizadas, e com todos os problemas decorrentes desse crescimento mas, que apesar de todas as transforma��es que vem sofrendo ainda conserva os seus casarios coloniais e as suas tradi��es culturais e a sua arquitetura.

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