Cine História - Triste Fim de Policarpo Quaresma - Sexta 19/09 - Sala 8 - 18h

 

Dirigido por Paulo Thiago. Com: Paulo José, Giulia Gam, Ilya São Paulo, Antônio Calloni, Bete Coelho, Othon Bastos, Cláudio Mamberti, Tonico Pereira, Fernando Eiras, Luciana Braga, Jonas Bloch, Nelson Dantas, José Lewgoy, Chico Diaz, José Dumont, David Pinheiro, Antônio Pedro, Paulão, Carlos Gregório e Aracy Balabanian.
 O Brasil precisa de mais Policarpos Quaresma. Na verdade, se cada um de nós possuísse apenas um décimo do amor de Quaresma pelo Brasil, nosso país seria outro. É claro que o patriotismo do personagem é extremo, quase caricato: ele quer mudar a língua oficial para tupi-guarani e trabalha de cocar, entre outras excentricidades. Mas a mensagem é belíssima.
 O filme, baseado no livro Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, é uma farsa repleta de momentos hilários (como a seqüência do batalhão de loucos) e, também, líricos (como a cena em que Policarpo `faz amor` com a terra, sob a chuva). O universo criado pelo diretor Paulo Thiago não é o nosso nem o de 100 anos atrás. Aqui os personagens se comportam de uma maneira tão atípica que o espectador chega a ter a impressão de estar assistindo a um tele-teatro. Esse distanciamento da realidade contribui ainda mais para o impacto da história.
 Para quem ainda não teve a oportunidade de ler o livro, a sinopse é a seguinte: Policarpo Quaresma é um homem completamente alucinado pela idéia de fazer do Brasil um país grandioso. Para conseguir esse objetivo, ele bola estratégias amalucadas, prega o retorno do tupi-guarani e insiste em redigir documentos oficiais (ele é funcionário público) nesta língua. Finalmente, ele é enviado a um hospício, onde acaba convencendo o médico responsável de que ninguém ali é louco. `A média dos medíocres não deveria ser a lei.`, passa a argumentar o próprio Dr. Mendonça.
 A partir daí, Quaresma resolve se dedicar à agricultura, cedendo, inclusive, boa parte de sua propriedade a um grupo de `Sem-Terra` que lhe pedira auxílio. O filme ainda conta a Revolta da Armada, quando Policarpo oferece seu apoio ao então Presidente Floriano Peixoto.

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